Helena Evelyn
Depois de descansarmos e nos arrumarmos, eu ainda carregava aquele incômodo dentro de mim.
Nathan tinha ousado mencionar outra mulher naquele mesmo lugar.
Eu sabia que não tínhamos um relacionamento, só sexo — eu dizia isso, repetia isso, tentava acreditar nisso…
Mas meu corpo sabia a verdade.
Meu coração sabia a verdade.
Estou apaixonada por ele.
Apaixonada demais.
E é por isso que dói.
É por isso que pensar no passado dele me corrói.
Ele tem 32 anos, já deve ter se envolvido com milhares de mulheres.
Todas lindas.
Todas experientes.
Todas melhores do que eu — pelo menos é o que minha mente insiste em repetir.
Eu queria ser fria.
Queria ser prática.
Queria não sentir nada.
Mas como não sentir quando cada toque dele me deixa tremendo?
Como fingir que não me importo quando cada olhar dele me desarma?
Eu caminhei à frente dele, irritada comigo mesma, irritada com ele, irritada com o mundo.
— Calma, morena… que cara é essa? — a voz dele veio atrás de mim em um tom quase div