Helena Evelyn
Alguns minutos depois, Nathan entrou no quarto.
A porta bateu suavemente atrás dele, mas o impacto que ele causou em mim foi tudo menos suave. Assim que me viu, seus olhos pousaram diretamente nos meus — e perceberam na mesma hora o estrago: meus olhos estavam avermelhados, minha respiração curta, meu corpo inteiro em alerta.
Ele não perguntou o que houve.
Não pediu licença.
Não hesitou.
Nathan simplesmente veio até mim com passos firmes, puxou meu queixo com uma mão quente e me virou com um gesto decidido, possessivo. Meu corpo reagiu na hora, como se tivesse sido treinado pra isso. Um arrepio subiu pela minha coluna, e minhas pernas ficaram instáveis, como se cada centímetro meu soubesse exatamente quem ele era para mim.
E então ele falou, com aquela voz baixa que escorre pela pele:
— Me desculpe…
Foi dito como um sussurro, mas o efeito foi um terremoto dentro de mim.
Antes que eu pudesse processar, antes que eu pudesse respirar, pensar ou reagir…
A boca dele estava n