Nathan Keen
Acordei irritado com Valentina. Irritado de verdade.
Eu queria acordar com a boca dela na minha, com o corpo dela no meu, queria meter nela antes mesmo de abrir os olhos.
Mas ela me cortou. Me deixou no vazio. Me deixou frustrado.
E ainda assim… quando eu saí do banho, com a toalha baixa no quadril, vi aqueles olhos verdes me comendo.
Ela achava que escondia—mas não escondia nada de mim.
Digo para mim mesmo que não sinto nada por ela.
Repito mentalmente que é só sexo.
Só prazer.
Só corpo.
Mesmo eu sendo o primeiro dela—o que deveria ser irrelevante.
Mas nada nela é irrelevante.
A química é absurda.
A entrega dela vicia.
O corpo… meu Deus. Aquele corpo me tira a sanidade.
Durante a sessão de fotos, eu estava totalmente irritado. As modelos vinham para cima de mim como se eu fosse um doce na bandeja, falando no meu ouvido, fazendo pose demais… e Valentina lá, parada de longe, fingindo que não estava olhando.
Mas ela estava.
Sempre está.
Ela sumiu no meio do trabalho.
Isso me