O silêncio que se seguiu foi curto, mas suficiente para mudar o clima.
— Me ouviu e escondeu antes de me encontrar? — ela provocou, rindo. — Cretino. Você aprende rápido.
O riso dela foi leve.
A expressão dele não.
Henrique desviou o olhar para a rua.
— Eu não sou um cretino — respondeu, mais baixo.
Ela percebeu imediatamente que havia algo diferente.
Ele passou em frente ao restaurante onde tinham ido dois dias antes. As portas estavam fechadas.
— Essa droga só abre para o jantar — murmurou.
—