A porta do escritório ainda tremia ligeiramente com o eco do silêncio que se seguiu ao fim da ligação. O medo que me paralisara segundos atrás deu lugar a uma onda fulminante de adrenalina. A mão de Henrique continuava entre minhas pernas, e o calor da sua palma atravessava o tecido da minha calcinha, me queimando por dentro.
— Henrique, por favor... você enlouqueceu? — murmurei, a voz falhando enquanto tentava empurrar seu peitoral firme. — Ela é sua filha! Ela quase percebeu! Você me fez ment