continuação, LANDON:
Ela se afastou.
Sem hesitar.
Sem olhar pra trás.
Eu fiquei parado, como um idiota, no meio do corredor vazio da empresa.
O coração batendo rápido, a respiração pesada, e a cabeça... um caos.
Laura sempre perdoava.
Sempre...
Desta vez, ela nem hesitou.
Nem sequer cogitou me ouvir.
Fechei os olhos por um segundo, tentando engolir o amargo da rejeição que subia pela minha garganta como um veneno.
"Não vou desistir", pensei, cerrando os punhos.
"Não é assim que nossa história termina."
Mas algo não fazia sentido.
Quando abri os olhos e voltei a andar, me forcei a colocar a máscara da indiferença de volta no rosto.
Entrei no elevador, encostei no fundo da parede de aço gelado, e a imagem dela não saía da minha cabeça.
Ela estava diferente.
Mais segura.
Mais firme.
Pra quem não tinha pra onde ir... pra quem eu deixei chorando e implorando na última vez que brigamos...
Ela estava confiante demais.
"Pra onde ela foi?", a pergunta