O gosto do erro
As chamas da lareira projetavam sombras distorcidas pelas paredes de mármore negro, estendendo-se sobre a cama de peles onde o calor do nosso colapso biológico ainda pesava. O ar do quarto estava espesso, saturado pelo aroma exaurido de romã silvestre e pelo cheiro metálico, tipicamente masculino, que emanava da pele de Kael. Meu corpo, embora finalmente aliviado do tormento físico do cio, parecia carregar o peso de chumbo. A cada respiração, a maciez dos lençóis de linho contrastava de forma vi