O expediente seguia normalmente, mas algo estava diferente. O Sr. Gustavo, sempre educado e profissional, parecia… estranho.
Durante a manhã, peguei-me algumas vezes sendo observada por ele. Não de forma invasiva, mas com um olhar que se prolongava um pouco mais do que o habitual. Como se ele quisesse dizer algo, mas hesitasse.
Enquanto organizava um relatório, ouvi sua voz interromper o silêncio:
— Hanna…
Levantei o olhar. Ele parecia nervoso.
— Sim?
Ele pigarreou e passou a mão pela nuca, com