Naquela manhã, o som insistente de batidas na porta me tirou dos devaneios enquanto terminava de prender o cabelo em um coque desajeitado. Ainda vestida com minha camisola de cetim, fui até a porta e a abri, encontrando um garoto de uns dez anos segurando um envelope.
— Para a senhorita Hanna — disse ele, me entregando a carta com um sorriso curioso antes de sair correndo.
Fiquei parada por um instante, sentindo meu coração acelerar. Fechei a porta e deslizei os dedos sobre o papel. A caligrafi