Mundo de ficçãoIniciar sessãoNa prestigiada Lincoln Academy, onde tradição e opulência andam de mãos dadas, Hanna tenta sobreviver às aulas entediantes e às rígidas regras vitorianas. Mas sua rotina ganha um novo capítulo — e alguns tropeços literais — quando cruza o caminho de Hyun Choi, o magnata jovem, brilhante e insuportavelmente charmoso por trás da maior empresa têxtil da região. Após um desastre digno de um romance cômico, Hanna teme que sua única chance de impressioná-lo e conquistar um estágio dos sonhos tenha ido por água abaixo. Mas se tem uma coisa que ela se recusa a aceitar, é o fracasso. Determinada a provar seu valor, ela embarca em uma jornada repleta de encontros desastrosos, diálogos afiados e reviravoltas inesperadas. Entre o luxo gótico da escola e a pressão de um futuro promissor, Hanna precisa tomar uma decisão: será que sua autenticidade é suficiente para conquistar o respeito de Hyun Choi? Ou a convivência forçada com ele irá despertar sentimentos que ela nunca imaginou? Um romance divertido e apaixonante sobre desafios, superação e o poder de um tropeço para mudar tudo.
Ler mais— Você está diferente.A voz de Sophie veio baixa, quase um sussurro, enquanto organizávamos os documentos sobre a mesa.Não levantei os olhos de imediato.— Diferente como?— Distraída.Soltei um pequeno suspiro, alinhando cuidadosamente as folhas diante de mim.— Talvez esteja apenas cansada.Sophie inclinou-se levemente na minha direção.— Ou talvez esteja pensando em alguém.Lancei-lhe um olhar rápido.— Sophie…Ela sorriu de canto, satisfeita.— Não precisa me contar nada — disse, voltando à sua pilha de papéis — mas, considerando que você passou metade da manhã sendo chamada ao escritório do Sr. Choi… eu diria que tenho minhas suspeitas.Meu coração traiu-me com uma batida mais forte.Voltei a atenção aos documentos, mas as palavras já não faziam sentido.— Foi apenas trabalho — respondi.— Claro.O tom dela dizia exatamente o contrário.Sophie era a única pessoa ali que realmente me conhecia.A única que sabia ler meus silêncios.— Hanna… — murmurou novamente, agora mais suave
Por um breve instante, não soube o que responder.A pergunta pairou entre nós como uma chama silenciosa.Sentiu minha falta?A maneira como ele disse meu nome… como se cada sílaba tivesse peso próprio… fez meu coração acelerar de forma irritantemente perceptível.Endireitei discretamente a postura.— O senhor esteve ausente por motivos de trabalho — respondi, com a voz o mais firme possível. — Naturalmente, sua presença faz falta à companhia.O silêncio que se seguiu foi… perigoso.O canto dos lábios dele se curvou levemente.Não era exatamente um sorriso.Era algo muito mais consciente.— À companhia — repetiu ele, pensativo.Seus olhos não deixaram os meus por um segundo sequer.Então ele caminhou até a mesa e apoiou-se levemente na borda, cruzando os braços com uma elegância natural.— Vejo que continua habilidosa em evitar perguntas diretas, senhorita Hanna.Corei involuntariamente.— Não creio ter evitado nada, senhor.— Não?Ele inclinou a cabeça, analisando-me como um estudioso
O sono demorou a chegar naquela noite.Virei-me algumas vezes na cama, ouvindo o suave tic-tac do relógio sobre a cômoda. A casa já estava mergulhada no silêncio, interrompido apenas pelo estalar ocasional da madeira aquecida pelo lampião.Amanhã.A palavra parecia pairar no ar do quarto.Quando finalmente adormeci, meu descanso foi leve e inquieto, povoado por lembranças e pressentimentos.Acordei antes mesmo que Clara batesse à porta.A luz suave do amanhecer atravessava as cortinas e desenhava faixas douradas sobre o assoalho. Permaneci sentada na cama por alguns instantes, tentando organizar meus pensamentos.Era apenas mais um dia de trabalho.Nada mais.Levantei-me e escolhi com cuidado um vestido apropriado para o escritório: azul-claro, de corte simples, com mangas discretas e cintura bem marcada. Prendi os cabelos em um coque baixo e alinhado, embora tivesse de refazê-lo duas vezes até ficar perfeitamente apresentável.Observei meu reflexo no espelho.Respirei fundo.Precisav
Assim que Ivy nos encontrou, ela apareceu radiante, de braços dados com um cavalheiro alto e muito bem-apessoado, enquanto outro, um pouco mais baixo, caminhava logo atrás, claramente encantado com sua companhia.— Ah, aqui estão vocês! — disse, sorrindo. — Espero que tenham aproveitado sem mim, mas duvido que tenham se divertido tanto quanto eu!Troquei um olhar com Sophie.— Tenho certeza de que a senhorita encontrou formas bem interessantes de se entreter — respondi, arqueando uma sobrancelha.— Oh, Hanna, não seja tão séria! — Ivy revirou os olhos, soltando-se dos cavalheiros com um sorriso. — Mas agora, podemos ir? Estou exausta de tanto ser cortejada.— Exausta, é? — Sophie riu. — Que sofrimento o seu.Ivy piscou para nós, divertida, antes de se despedir de seus admiradores com uma leve inclinação de cabeça. Logo depois, voltamos para a carruagem, onde o cocheiro nos aguardava pacientemente.O caminho de volta foi tranquilo, mas Sophie, como sempre, não perdeu a oportunidade de










Último capítulo