Magnus Blackwood
No meio da tarde, escuto uma música baixa, quase tímida. Paro no corredor, mais atento do que era de costume. Emily canta junto, desafinada. Aurora acompanha com palmas suaves. Pela primeira vez não entrei e não interrompi, fiquei ali, escondido atrás da parede, ouvindo a casa respirar de um jeito que eu não reconheço. E isso me faz sentir raiva, não de Aurora, mas de mim mesmo, porque parte de mim quer entrar naquela sala e dizer para Emily que está tudo bem cantar, que a cas