NARRAÇÃO DE BRADY DAWSON
Sara se sentou devagar, como se o gesto fosse uma permissão silenciosa para que eu abrisse a porta de um quarto trancado dentro de mim.
Aproximei-me lentamente. Ela me olhou com certa relutância, mas não se afastou. Sentei ao seu lado em silêncio. Apoiei os cotovelos nos joelhos, entrelacei os dedos. O ar entre nós estava pesado, mas não de desconforto — era expectativa.
— Eu tinha vinte e seis anos… — comecei, percebendo minha própria voz mais grave. — Nos casamos. Aqu