Selene Castiel
(manhã após a noite no cativeiro)
O teto acima de mim era concreto cru. Frio. Cruel. Como se tivesse sido moldado não pra proteger… mas pra manter o inferno lá dentro.
O colchão era fino, mais áspero que dignidade ferida.
A comida no canto… intacta.
Eu não ia dar a eles o prazer de me ver ceder. Nem que meu estômago gritasse.
Me movi devagar. Cada músculo doía — mais pelo medo contido do que pelo corpo em si.
Então ouvi passos.
Não os mesmos de antes.
Esses... eram familiares.
O