A madrugada avançava silenciosa, e a luz da lua espiava por entre a fresta da pequena janela coberta com tecido velho. Beatriz acariciava os cabelos de Linda, que dormia aninhada em seu colo, o rosto tranquilo como há muito tempo não se via.
De repente, a menina abriu os olhos devagar, bocejou, esfregou os punhos nos olhos e disse com a voz sonolenta:
— Mamãe...
Beatriz sorriu e respondeu com ternura:
— Oi, meu amor. Dormiu bem?
— Eu sonh