A luz fraca da lâmpada pendurada no teto oscilava, lançando sombras nas paredes úmidas. O quarto continuava abafado, mas havia ali, naquele instante, um calor diferente. Um calor de colo. De acolhimento.
Beatriz olhava a menina adormecida ao seu lado. Ainda tremia um pouco, como quem foge de pesadelos mesmo dormindo. Lentamente, ela passou os dedos pelos cabelos da garota, afastando uma mecha colada de suor da testa.
— Ei... pequenininha... tá me ouvindo?