A porta da frente se abriu devagar, rangendo como se até ela sentisse o peso que vinha atrás. Erick entrou. Os ombros curvados. O rosto pálido, os olhos fundos. Cada passo dele parecia um lamento.
Na cozinha, sua mãe ajeitava a louça do café da tarde. Ao ouvir o barulho, sorriu, ainda de costas:
— Demorou, meu filho… Achei que você tinha decidido passar uns dias com a Bia lá, aproveitar antes do casame—
Ela parou. Virou-se devagar. E ali estava ele. Sozinh