A LEI DO RETORNO
CHRISTOS
O sol daquele domingo de verão banhava a fachada da residência dos Callas com uma claridade limpa, quase poética. Estacionei o carro esportivo sentindo uma satisfação profunda, uma paz de espírito que há anos não me pertencia. Sabine estava ao meu lado no banco do passageiro, com as bochechas sutilmente coradas e os cabelos ruivos levemente desalinhados, carregando no corpo e no sorriso a marca da nossa entrega na madrugada.
Assim que cruzamos a porta principal da casa