SABINE
Entro em casa e o peso do dia parece desabar sobre os meus ombros de uma só vez. O silêncio da sala é interrompido apenas pelo som do telejornal, mas o clima está carregado, denso como uma tempestade que se recusa a desabar. Encontro meu pai sentado em sua poltrona habitual, mas não há o descanso de sempre em seu rosto; ele encara os gráficos financeiros no tablet com uma expressão sombria que me faz gelar o sangue.
— As mentiras daquela mulher estão saindo