Enquanto arrumo o cabelo de Georgina, percebo uma sombra se aproximar devagar pela lateral da banca. Levanto o rosto.
É o senhor Matteo.
Olho para ele e, por um breve segundo, um filme passa pela minha cabeça. Há alguns anos, aquele homem representava o meu maior pesadelo, a personificação da rejeição, da frieza e da dor que distanciaram o Giorgio de mim. Lembro-me com clareza do tom aristocrático de sua voz no passado, das palavras afiadas que me faziam sentir insignificante e da distância ina