GEMIMA
Permaneço completamente imóvel no meio da poeira e da luz quente do meio-dia que ilumina a praça de Noto. Sinto o peso delicado e morno do anel no meu anular esquerdo enquanto tento absorver o turbilhão de emoções que acabou de desabar sobre mim. Meus olhos continuam marejados, os cílios molhados pelas lágrimas, e meu coração martela no peito numa velocidade descontrolada. A alegria que nos envolve é tão palpável que, por alguns segundos, chego a prender a respiração, com medo de fechar