GIORGIO
Ainda estou tentando desacelerar o ritmo do meu coração, abraçado à cintura de Gemima, quando sinto duas mãozinhas gordinhas e insistentes puxando com força a barra da minha calça. Olho para baixo e vejo Georgina encarando a mim e à mãe com um semblante de extrema urgência e gravidade infantil.
Ela faz um gesto com a mão, dobrando os dedinhos para que eu me aproxime.
— Papai, se abaixa aqui rápido — ela sussurra numa altura que faz três feirantes na banca ao lado se virarem para olhar.