Os dias seguintes passam com uma fluidez quase enganosa, como se tudo estivesse exatamente no lugar certo, como se a rotina tivesse encontrado um equilíbrio perfeito que não exigisse nenhum tipo de ajuste. A casa funciona bem, Lily continua leve, tranquila, rindo com mais facilidade do que antes, e Clara ocupa o espaço dela com aquela presença silenciosa que não força nada, mas transforma tudo ao redor mesmo assim.
É exatamente isso que começa a me desarmar.
Porque não é um momento específico.