O primeiro som que ouvi foi o de folhas dançando.
Não o vento comum das montanhas de Uperside, mas um sussurro que parecia cantar, uma sinfonia feita de ecos dourados e promessas antigas.
Quando abri os olhos, não havia teto, nem paredes, nem o cheiro das ervas de Belle impregnando o dormitório.
Eu estava em outro lugar.
A luz era de um ouro vivo, quase líquida, se derramando sobre um vale imenso que se estendia até onde a visão alcançava. As árvores tinham copas que cintilavam em tons de azul