No alto de uma elevação verde, banhada por um brilho que não vinha do sol, erguia-se uma árvore colossal. Seu tronco era tão grosso que parecia uma montanha de pedra viva. A casca acinzentada guardava inscrições que pulsavam, respirando com luz própria.
As folhas, rubras e flamejantes, se agitavam sob uma brisa invisível. Cada uma delas irradiava calor e poder, como se fosse feita do próprio fogo das estrelas.
Meu coração se descompassou. Aquela árvore me chamava. Não com palavras, mas com o pulsar do sangue nas minhas veias.
Corri, corri como quem volta para casa.
A relva sob meus pés brilhava a cada passo, e o vento parecia abrir caminho para mim. À medida que me aproximava, o ar ficou mais quente, e a luz mais intensa. O cheiro... oh, o cheiro era indescritível. Mel, terra molhada, relva fresca, e algo que lembrava o perfume da bétula-branca ao amanhecer.
Era o cheiro da vida em sua forma mais pura.
Ao chegar à base do tronco gigantesco, toquei a casca, ansiando para sentir mais da