Zayden
Eu não soltei Nereia. Ela era minha, portanto deveria permanecer sob o controle de minhas mãos.
Meus instintos simplesmente se recusavam a permitir que ela desse um passo longe de mim, como se minhas mãos fossem correntes, e ela, a única âncora capaz de manter me mantes longe do inferno que me aguardava.
Saímos da corte como se o ar ali dentro tivesse sido substituído por uma nevasca. O julgamento, o círculo de selamento, o murmúrio venenoso daqueles velhos decrépitos, que fingiam neutralidade enquanto se deliciavam com a possibilidade de destruí-la… tudo aquilo ainda fervia em meu sangue.
Mas nada queimava tanto quanto o fato de que, se eu não tivesse chegado ali, se meu pai, Rei Cyrus Valack, não tivesse adentrado a sala com a força de um eclipse vivo…
Eles teriam forçado aquela poção maldita pela garganta dela.
A ideia disso faz Palius rosnar dentro de mim, a criatura de sombra e fogo arranhando o interior do meu peito.
“Eu teria destruído todos eles.”
Sim, Palius faria isso