Helena dormiu mal.
A cama era confortável demais para justificar o cansaço que sentia, mas ainda assim passou a noite acordando em intervalos curtos, como se o corpo não tivesse decidido se aquele lugar era seguro ou não. O silêncio da mansão não ajudava. Não era o silêncio comum de um apartamento pequeno — era amplo, profundo, atento.
Ela abriu os olhos antes do despertador.
Por alguns segundos, não reconheceu o quarto. As paredes claras, a janela alta, a escrivaninha organizada demais. Entã