A manhã seguiu tranquila.
Depois que a casa se esvaziou, Helena organizou o que precisava ser feito sem pressa. Guardou os objetos que havia usado com Henry, revisou a agenda deixada por Quinn, conferiu horários, separou o material da tarde. Aos poucos, aquela casa deixava de parecer estranha — não acolhedora ainda, mas compreensível.
Quando o relógio marcou o horário combinado, ela pegou a bolsa e desceu.
Rodrigo já aguardava na frente da casa, encostado no carro preto, como se sempre tivesse estado ali. Cumprimentou-a com um aceno simples quando a viu se aproximar.
— Pronta? — perguntou, abrindo a porta traseira.
— Sim — respondeu ela.
O trajeto até o colégio foi silencioso e confortável. Helena observava a paisagem mudar pelas janelas, sentindo algo próximo de normalidade — sensação rara demais para ser ignorada.
Rodrigo quebrou o silêncio perto de um semáforo:
— Ele saiu animado hoje cedo.
— Percebi — Helena respondeu. — Acho que a rotina ajuda.
— Ajuda mesmo — ele concordou, sem