**Luana Sartori**
Passei a noite olhando para o teto. O relógio marcava quatro da manhã quando finalmente fechei os olhos. Mas foi um sono curto e inquieto, como se minha mente se recusasse a me deixar descansar. Eu sabia por quê. O sítio, aquela casa, Benício — tudo aquilo parecia me prender a um passado que eu não podia mais ter.
Levantei-me com o nascer do sol. Cada passo até o quarto dos meus pais parecia mais pesado do que o anterior. Eu tinha tomado minha decisão, mas isso não tornava a