Maria Silva**
Eu abri os olhos devagar, o peso de uma mão descansando na minha cintura me fez congelar. A respiração quente e o cheiro amadeirado inconfundível estavam ali, ao meu lado. Bruno estava deitado comigo, os olhos fechados, mas as sobrancelhas franzidas, como se também estivesse em uma luta interna.
“Bruno, o que você pensa que está fazendo?” minha voz saiu afiada, ainda baixa, mas cheia de indignação.
Ele abriu os olhos lentamente, como se meu incômodo não fosse uma surpresa, mas um