O elevador se abriu com um ding suave.
Helena ainda estava rindo de algo que Sebastian tinha sussurrado em seu ouvido, distraída demais para perceber a presença até ouvir a voz que conhecia desde sempre.
— Helena…?
Dona Bil.
O sorriso de Helena morreu no mesmo instante.
A mãe ficou parada, olhando a cena: a filha com a camisa do filho do patrão, os dois muito próximos, a intimidade evidente demais para ser ignorada.
O rosto de Dona Bil empalideceu.
— Mãe… eu posso explicar…
Mas Dona Bil não ouviu.
A mão foi direto ao peito, os olhos se fecharam e o corpo dela cedeu.
— Mãe! — Helena gritou, correndo.
Sebastian foi mais rápido. Segurou Dona Bil antes que ela caísse completamente no chão.
— Dona Bil, respira comigo… devagar…
Alguns minutos depois, já sentada no sofá, água com açúcar nas mãos, Dona Bil finalmente abriu os olhos. O olhar dela, porém, não era de alívio. Era de decepção.
— Eu te avisei, Helena… — disse, com a voz fraca, mas firme.
— Eu te criei sozinha pra você não repetir