Mundo de ficçãoIniciar sessãoClara Vasconcelos
O sorriso de Isadora ficou suspenso no ar como um veneno doce demais para ser ignorado.
— Olá, Clara… que surpresa te ver por aqui, irmãzinha.
Senti o mundo encolher um centímetro.
Não foi um susto comum. Foi como se o chão tivesse cedido de leve sob meus pés, exigindo que eu reaprendesse a me equilibrar. Apertei a alça da bolsa com força, os dedos ficando brancos, não de medo, mas de contenção.
O professor ainda sorria, distraído, completamente alheio à tensão que se formava. Minhas amigas conversavam baixo, curiosas, como se eu fosse apenas um detalhe tardio numa cena que não me pertencia.







