Lucca respirou fundo, mas o ar que entrou parecia pesado demais, quase impossível de sustentar dentro do peito. Ele passou a mão pelos cabelos, como se aquele gesto simples pudesse reorganizar os pensamentos, alinhar os nervos, devolver alguma lógica ao caos que fervia por dentro.
Ainda assim, a pergunta saiu lenta, envenenada de medo, raiva e algo que ele não ousava nomear.
— Você acha que a Isadora teria coragem de voltar? — a voz dele saiu baixa, mas carregada, como pólvora prestes a acender.