Os portões se abriram com um rangido prolongado, como se as dobradiças tivessem se alimentado de ferrugem e ossos ao longo de séculos. Auren avançou, a forma bestial impondo cada passo como um golpe contra o silêncio sepulcral do castelo. As garras arranhavam as pedras do chão, produzindo um som agudo que ecoava pelas paredes altas, e o ar que o recebia era denso, pesado, impregnado de pó e memórias mortas.
Não havia dúvida. Céline estava ali dentro. O cheiro dela atravessava a estrutura, impre