A luz tênue atravessava as frestas da cortina, filtrando-se até o interior do quarto como um lembrete cruel do tempo passando. Céline permanecia sentada à beira da cama, as pernas encolhidas, o queixo apoiado nos joelhos. O tecido frio dos lençóis contrastava com a chama inquieta que queimava em seu peito — medo, raiva, impotência. Tudo misturado.
O silêncio era quase absoluto, interrompido apenas por rangidos ocasionais vindos do andar de baixo. Ela não sabia que horas eram, nem quanto tempo h