Alexandre Montenegro
O desespero tem um som.
E ele não se parece com gritos.
Parece silêncio.
Um silêncio tão profundo que assusta.
Era exatamente assim que eu estava.
Silencioso.
Mas por dentro, algo queimava.
Algo devastador.
Eu permanecia em pé na sala de operações do castelo enquanto dezenas de telas exibiam mapas, imagens de satélite e rotas de fuga.
Matteo estava ao telefone.
Samuel digitava freneticamente.
Erik coordenava as equipes externas.
Viktor falava com aliados espal