Zara Moraes
O medo tem um cheiro.
Um gosto.
Uma sensação específica.
Ele não chega fazendo barulho.
Chega silenciosamente.
E, quando percebemos, já está dentro do peito.
Foi exatamente assim que me senti naquela noite.
A sala continuava iluminada apenas pelas luzes dos monitores.
Os arquivos ainda estavam espalhados pela mesa.
As fotografias.
As anotações.
Os relatórios.
As provas.
Tudo aquilo tornava meu passado assustadoramente real.
Alexandre permanecia ao meu lado.
Imponent