O domingo amanheceu silencioso demais.
Helena despertou antes do sol, o corpo pesado como se tivesse atravessado a noite em claro — embora soubesse que não dormira pouco, e sim mal. O quarto estava inundado por uma luz pálida, e, por alguns segundos, ela permaneceu imóvel, encarando o teto alto como se pudesse encontrar ali alguma explicação lógica para o aperto persistente no peito.
Não encontrou.
Levantou-se sem pressa. Tomou banho. Vestiu roupas confortáveis demais para alguém acostumad