Haruki
Os dias que se seguiram à ligação de Emi pareciam feitos de névoa.
O som do vento batendo contra as cortinas da sala soava mais alto do que o normal, como se o mundo inteiro quisesse me lembrar de que algo estava prestes a acontecer.
Desde que desliguei o telefone, venho tentando encontrar um ponto fixo no meio desse turbilhão de lembranças e medo.
O telefone repousa sobre a mesa baixa, imóvel, e mesmo assim parece que me observa. Às vezes penso que ele pode ouvir meus pensamentos, senti