360. A CULPA E A REALIDADE
Camelia sentia-se como uma menina pequena sendo repreendida por seus pais. Com o rosto coberto de lágrimas, olhou para eles, pedindo urgentemente para voltar para casa, para sua filha. Enquanto pegava suas coisas, respondeu com a voz chorosa:
—Fui levar a mulher para o esconderijo e esqueci o telefone na gaveta. Desculpe, desculpe, é minha culpa, é minha culpa. Eu sei que não deveria ter deixado vocês, mas isso precisava ser um segredo para que aquele homem não a encontrasse.
—Senhora Camelia,