Charlotte sempre soube que havia algo nele que não pertencia ao mundo comum.
Não era apenas a voz.
Nem a intensidade.
Era a forma como o silêncio parecia escutá-lo.
Quando o conheceu, anos antes, ela ainda não tinha nome para aquilo. Mas reconheceu a sensação — a mesma presença que sentira nas florestas frias de sua infância, quando o vento passava entre os pinheiros como se carregasse memórias antigas.
Naquela noite, após o primeiro encontro, Charlotte acendeu uma vela branca no pequeno aparta