A tarde na Secretaria de Obras seguia aquele ritmo monótono de revisões de projetos, até que Henrique abriu a porta com aquele brilho oportunista nos olhos.
— Clara? Você tem visitas. E, bem... acho que você vai querer liberar a sua agenda. O senhor Albuquerque está aqui.
Levantei-me, pronta para protestar contra a invasão, mas Alex já entrava com sua habitual elegância predatória. Atrás dele, meu pai, Arnaldo, parecia um gigante deslocado naquele ambiente de carpetes e ar-condicionado.
— Pai?