O silêncio do quarto era sagrado.
Horas haviam se passado desde o nascimento de Benjamim, ainda assim, o tempo parecia não ter voltado a correr. O quarto hospitalar, antes tomado pela correria das enfermeiras e os sons dos aparelhos, agora era um santuário de paz e vida. A luz do fim de tarde, filtrada pelas cortinas brancas, banhava tudo com um tom dourado deixando a cena quase irreal.
Luna estava sentada na poltrona ao lado da cama, o corpo ainda frágil, mas a alma inteira. Nos braços, aninha