A festa ainda pulsava ao longe, no rancho Greenwood, mas ali fora, na varanda iluminada apenas pela lua, Jackson segurava a mão de Serena com uma pressa suave como se temesse que o momento escapasse pelos dedos.
— Vamos dar uma escapada — disse ele, cheio de uma animação contida, quase juvenil.
Serena franziu o cenho, desconfiada.
— Jackson, aonde você está me levando?
— É uma surpresa — respondeu ele, com aquele sorriso que denunciava que estava aprontando. — E você vai surtar. No bom sentido.
— Ah, ótimo. Vai me matar no processo.
O comentário arrancou dele uma gargalhada breve, mas carregada de amor.
— Jamais. No máximo, acelero seu coração um pouquinho.
Ela suspirou, rendida.
Claro que suspirou. Ele sempre conseguia isso.
Então Jackson tirou do bolso uma venda de tecido macio.
Serena arregalou os olhos.
— Pra quê isso?
— Pra deixar tudo ainda melhor. — A voz dele baixou, íntima. — Confia em mim.
E ela confiou.
Ele colocou a venda sobre seus olhos com uma delicadeza quase ritualíst