Acordei com o sol filtrando através das cortinas, mas, pela primeira vez, a luz não parecia acolhedora. A casa estava silenciosa de um jeito que me doía no peito. Laura não estava ali, e Augusto ainda não tinha aparecido. O café da manhã não tinha sido preparado, as roupas não estavam dobradas, e até o ar parecia carregado de uma ausência que eu não sabia como preencher.
Fui até a cozinha, esperando encontrar alguma rotina mínima, mas tudo estava parado: o copo que usei na noite anterior ainda