POV JADE
Henrique não se moveu quando as portas do elevador travaram atrás dele. Ficou parado no meio do saguão, a pasta preta pendurada na mão direita como se fosse um acessório de reunião de conselho, não a prova de que ele tinha atravessado dois mil quilômetros pra chegar antes de nós.
— Onde tá minha mãe — falei. Não foi pergunta. Foi ordem.
— Segura no quarto andar, com a enfermeira que aplicou a última bolsa de soro — Henrique respondeu, o tom leve, quase de apresentador de slide. — Ni