O som suave da chuva batendo nas janelas me trouxe de volta à realidade. Eu estava sentada na sala, os pés descalços no chão frio, olhando pela janela enquanto o mundo lá fora parecia tão tranquilo, em contraste com o turbilhão que eu sentia dentro de mim. O que eu havia sentido ontem, as palavras de Zane, estavam se repetindo em minha mente como um mantra. Eu não sabia se me sentia mais aliviada ou mais confusa. Uma parte de mim queria abraçar essa nova visão, queria acreditar em mim mesma da maneira como ele acreditava, mas outra parte, a mais sombria, ainda me questionava.
Eu estava mudando, e eu não sabia se estava preparada para isso. O poder, a magia que fluía em meu interior, ainda parecia algo alienígena para mim. Algo que eu não sabia se poderia controlar. Mas o que me consumia, o que me trazia um mal-estar profundo, não era o medo da magia em si. Era o medo de perder minha humanidade, de me tornar algo que não reconhecesse.
As palavras de Zane sobre não ser perfeita, sobre s