Dois meses tinham passado desde que comecei a perceber que alguma coisa estava diferente.
No começo, achei que fosse apenas impressão minha.
Hina continuava sendo Hina. Continuava me provocando quando eu falava demais, revirando os olhos quando eu fazia alguma brincadeira e carregando aquele pequeno caderno para praticamente todos os lugares. Às vezes escrevia alguma coisa nele durante alguns minutos e depois o guardava como se tivesse acabado de esconder um segredo dentro daquelas páginas.
Eu