[Diário de Estela – Últimas 24 horas]
O relógio insiste em se mover, mesmo quando eu desejava que ele parasse. Ontem foi apenas o começo da espera, e hoje já se passaram vinte e quatro horas. Amanhã… amanhã será o limite. O prazo em que a vida da minha irmã pode ser decidida por homens em salas escuras, que pesam vidas como moedas. A cada hora que passa, sinto como se o chão sob meus pés se tornasse mais frágil, como vidro prestes a se partir.
Mamãe está no canto da sala, rezando em voz baixa