O carro atravessava as ruas quase vazias com velocidade demais.
Dante dirigia em silêncio, os olhos fixos no caminho, as mãos firmes no volante. A cidade passava pelas janelas como uma sequência de luzes borradas, frias, distantes, indiferentes ao caos que ainda respirava atrás deles.
Mas dentro do carro, o mundo de Alina estava reduzido a uma coisa só.
Gael.
O sangue no braço dele.
A respiração dele, um pouco mais pesada do que deveria.
A mão dele segurando a dela como se aquele contato fosse