Capítulo 110

O carro atravessava as ruas quase vazias com velocidade demais.

Dante dirigia em silêncio, os olhos fixos no caminho, as mãos firmes no volante. A cidade passava pelas janelas como uma sequência de luzes borradas, frias, distantes, indiferentes ao caos que ainda respirava atrás deles.

Mas dentro do carro, o mundo de Alina estava reduzido a uma coisa só.

Gael.

O sangue no braço dele.

A respiração dele, um pouco mais pesada do que deveria.

A mão dele segurando a dela como se aquele contato fosse
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