O cartório civil central estava silencioso naquela manhã.
Não vazio.
Nunca vazio.
Havia pessoas sentadas com pastas no colo, crianças inquietas, funcionários chamando senhas, casais tentando esconder o nervosismo e famílias aguardando documentos que mudariam alguma coisa em suas vidas.
Mas, para Alina, aquele lugar nunca seria comum.
Não depois de tudo.
Ela ficou parada diante da escadaria por alguns segundos, sentindo o vento leve mover a barra do vestido claro que usava. Não era um vestido de